Na manhã da última sexta-feira, 20 de fevereiro, o Administrador Apostólico da Arquidiocese de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, foi homenageado pela 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha. A formatura ocorreu em clima de gratidão pela convivência e parceria ao longo dos 17 anos em que Dom Gil esteve à frente da Igreja particular de Juiz de Fora.
O Comandante da Brigada, General Marcelo de Mello Pontes Feliciano, destacou o significado do momento de despedida. “Afinal, 17 anos servindo aqui na região de Juiz de Fora não são 17 dias […] Ao longo desse período, Dom Gil esteve lado a lado com as nossas tropas, ajudando em algo que é muito importante para o Exército Brasileiro, que é fortalecer a fé do nosso soldado”, afirmou.
O General acrescentou que a dimensão espiritual é fundamental para a coesão da tropa. “Acreditamos firmemente que o nosso soldado fortalecido na fé se mantém coeso, se mantém firme, principalmente nos momentos de mais dor e de mais sacrifício. E, com isso, nós continuamos sempre cumprindo a nossa missão, bem orientados e marchando todos juntos”. Segundo ele, a formatura foi simples, “como coisa de soldado, mas com muita gratidão”, de modo que ficasse marcada “a nossa necessidade de manter sempre marchando junto com a Igreja, de modo que nossa tropa fique cada vez mais forte”.
O Administrador Apostólico manifestou profunda emoção pela homenagem recebida no momento em que encerra seu trabalho de governo da Arquidiocese. Dom Gil recordou, ainda, a proximidade mantida com a 4ª Brigada, especialmente por meio dos capelães militares, ressaltando que grande parte dos soldados e de suas famílias é católica.
Em sua fala, também chamou atenção para a coincidência da data: 20 de fevereiro marcou 64 anos de seu ingresso no seminário. Além disso, é o dia em que se recorda a morte de Frei Orlando, patrono do Serviço de Assistência Religiosa do Exército (SAREx), falecido em campo de batalha na Itália.
Durante o discurso dirigido aos militares, Dom Gil expressou sua admiração pela missão deles na defesa da paz e da pátria. Recordou que a Igreja é propagadora da paz e citou o apelo do Papa Bento XV, em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial: “Com a guerra tudo se perde, com a paz tudo se ganha”. Também mencionou ensinamentos do Papa Leão XIV, que têm insistido para que os países busquem resolver seus conflitos pela diplomacia, ao mesmo tempo em que reconhecem a necessidade das forças militares para garantir a segurança das pessoas.
Dom Gil ressaltou ainda que a defesa da paz, da família e do bem é um valor compartilhado entre Igreja e Forças Armadas. “Se não fosse eles, o mal poderia prosseguir, porque o mal existe”, afirmou, comparando essa missão à imagem de São Miguel Arcanjo que vence o mal. Ao encerrar, agradeceu ao general e aos militares pela homenagem recebida “nos dias finais do meu trabalho de governo pastoral da Arquidiocese de Juiz de Fora”, reafirmando sua gratidão pela convivência fraterna ao longo desses anos.
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