Histórico

Destacando-se como grande polo político e cultural, com muitas indústrias e um forte comércio, seguindo um caminho de progresso e crescimento, Juiz de Fora tornou-se uma cidade de destaque na Arquidiocese de Mariana, da qual fazia parte, e de toda a Zona da Mata.

A cidade disputava com Belo Horizonte a primazia na ordem política, cultural e social. A vontade de criar uma diocese em Juiz de Fora surgiu primeiro na mente empreendedora do Arcebispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta, que vinha todos os anos à cidade realizar um retiro com o clero de Mariana na Academia de Comércio. Dom Silvério faleceu sem conseguir concretizar esse sonho, mas seus planos acabaram sendo consolidados por seu sucessor, Dom Helvécio Gomes de Oliveira. Em 1923, Dom Helvécio convocou Monsenhor Dr. Domício de Paula Nardy para mudar-se para Juiz de Fora e preparar toda a infraestrutura da nova diocese, até a chegada de seu primeiro bispo. Mons. Nardy foi nomeado o primeiro Vigário Geral da Diocese de Juiz de Fora, permanecendo na cidade até junho de 1940. Pe. Gustavo Freire foi o primeiro Secretário do Bispado.

Atendendo à solicitação de Dom Helvécio, a Santa Sé criou a Diocese de Juiz de Fora, através da bula do Papa Pio XI “Ad Sacrosancti Apostolatus Officium”, datada de 1° de fevereiro de 1924. A primeira sede da diocese ficava no palacete alugado na antiga Rua do Progresso, hoje Rua Santos Dumont, perto da Igreja do Rosário.

O primeiro bispo da Diocese de Juiz de Fora foi Dom Justino José de Sant’Ana que tomou posse no dia 1º de fevereiro de 1925, assumindo a instalação e a organização da diocese. A sua ordenação episcopal aconteceu na Igreja do Convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro.

Dom Justino esteve à frente da diocese durante 33 anos, nos quais realizou muitas obras. Destacamos algumas: lançamento do jornal diocesano “O Lampadário”, criação do Seminário Santo Antônio, reforma e ampliação da Catedral Santo Antônio, fundação do Patronato São José, realização de dois Congressos Eucarísticos Diocesanos. O Lampadário destacou-se como um importante veículo de comunicação da cidade, noticiando os fatos rotineiros e históricos da diocese, além de funcionar como espaço para campanhas de arrecadação de fundos para materializar projetos de Dom Justino, como o Patronato São José, o Seminário Santo Antônio e a Catedral.

Dom Justino recebeu Dom Othon Mota, como bispo auxiliar, o qual permaneceu por três anos (1953-1956). Outro importante colaborador de Dom Justino foi o Monsenhor José Ferrer Ribeiro da Fonseca que durante muitos anos se dedicou ao Seminário Santo Antônio, colaborando com a formação do clero. Foi o segundo Vigário Geral da diocese, assumindo o governo do bispado em diversas ocasiões.

Dom Justino recebeu para ser seu Bispo Coadjutor com direito à sucessão, Dom Geraldo Maria de Morais Penido, que tomou posse no dia 25 de março de 1958. Dom Justino morreu no dia 09 de junho de 1958. Com sua morte, seu Bispo Coadjutor, Dom Geraldo Maria de Morais Penido, assumiu a diocese.

No dia 14 abril de 1962, Dom Geraldo recebeu do Papa João XXIII a Bula “Qui tanquam Petrus”, que criou a nova província eclesiástica de Juiz de Fora, elevando a diocese a Arquidiocese. A solenidade da instalação canônica da nova província eclesiástica e a posse do novo Metropolita, Dom Geraldo Maria de Morais Penido, foi realizada na Igreja Catedral, elevada à categoria de Catedral Metropolitana de Juiz de Fora. Dessa forma, as dioceses de São João Del-rei e Leopoldina passaram a pertencer à Província Eclesiástica de Juiz de Fora e, consequentemente, a ser sufragâneas da sede, Juiz de Fora.

Como arcebispo de Juiz de Fora, Dom Geraldo criou o departamento diocesano de catequese, restaurou a Obra das Vocações Sacerdotais (O.V.S.), instituiu o Centro de Orientação Familiar e fundou a Ação Social Diocesana. Fez uma grande peregrinação à Aparecida do Norte, em comemoração dos 50 anos da criação da Diocese. Ampliou a estrutura arquidiocesana, criando muitas paróquias e capelas. Em 1959 aconteceria o primeiro congresso catequético da diocese de Juiz de Fora.

No ano de 1973, Dom Geraldo recebeu o Bispo Emérito de Araçuaí, Dom Altivo Pacheco Ribeiro, que veio residir em Juiz de Fora e o jurisdicionou com os poderes de Vigário Geral para auxiliá-Io na Arquidiocese. Assim ele permaneceu até o ano de 1977, quando Dom Geraldo foi transferido para a Arquidiocese de Aparecida(SP), quando assumiu o Santuário Nacional Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Dom Altivo foi escolhido pelo Colégio dos Consultores como Administrador Arquidiocesano permanecendo neste ofício até a posse do novo Arcebispo Dom Juvenal Roriz.

Dom Juvenal Roriz- CSSR- assumiu a Arquidiocese de Juiz de Fora no dia 20 de agosto de 1978. Dom Altivo permaneceu na Arquidiocese até a sua morte ocorrida no dia 13/06/1987.

Dom Juvenal Roriz se destacou por ter sido um grande administrador. Foi ele quem transferiu a Cúria Metropolitana da Catedral Metropolitana para a Rua Henrique Surerus, nº 30, empenhou-se no que lhe foi possível, apoiando e ajudando a Mons. Eurico dos Santos Veloso na construção do Lar Sacerdotal, ideal da Instituição Mater Christi, alterando a sua planta e colocando no mesmo em uma parte a residência episcopal. Deu início à construção do Centro de Formação de Liderança Cristã (CEFLÃ).

Dom Juvenal Roriz recebeu, em 12 de março de 1987, a nomeação de Dom Eurico dos Santos Veloso para seu auxiliar. Este foi ordenado Bispo por ele, na Catedral Metropolitana de Juiz de Fora, no dia 05/07’/1987. Dom Eurico então era Vigário Geral da Arquidiocese.

Com a renúncia de Dom Juvenal, em janeiro de 1990, Dom Eurico dos Santos Veloso foi eleito Administrador Arquidiocesano, permanecendo nessa função até a posse do novo Arcebispo Dom Clóvis Frainer, pois, no mesmo dia em que foi publicada a sua nomeação para Juiz de Fora, Dom Eurico recebeu a sua nomeação para Bispo Coadjutor da Diocese de Luz-MG

Dom Clóvis se destacou como um grande pastor. Suas principais realizações: conclusão das obras do CEFLÃ, construção de uma nova Capela para o Seminário Santo Antônio, realização de mutirões de evangelização e de três Assembléias Arquidiocesanas de Pastoral, criação do Centro da Memória da Igreja de Juiz de Fora – localizado no Seminário Santo Antônio etc. Também durante seu governo que foi celebrado o jubileu do ano 2000, uma grande festa no Estádio Municipal Radialista Mario Helênio em Juiz de Fora que reuniu milhares de fiéis no dia de Corpus Christi.

No dia 28 de novembro de 2001, a Nunciatura Apostólica comunicou a renúncia de Dom Clóvis no serviço episcopal. Em 13 de fevereiro de 2001, Dom Eurico dos Santos Veloso é transferido da Diocese de Luz para a Arquidiocese de Juiz de Fora, assumindo-a como Arcebispo Metropolitano.

No dia 12 de maio de 2004, Dom Paulo Francisco Machado foi nomeado pelo Papa João Paulo II como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Juiz de Fora, tomando posse no dia 25 de julho do mesmo ano, na Catedral Metropolitana.

Em 02 de janeiro de 2008, o Papa Bento XVI nomeou o bispo auxiliar da Arquidiocese de Juiz de Fora, Dom Paulo Francisco Machado, como o novo bispo da Diocese de Uberlândia – MG. Padre Antônio Cornélio Viana, até então vigário geral, foi eleito administrador diocesano pelo colégio dos consultores.

No dia 28 de janeiro de 2009, com a renúncia de Dom Eurico, o Papa Bento XVI nomeia Dom Gil Antônio Moreira, até então bispo da Diocese de Jundiaí (SP) como novo arcebispo para a Arquidiocese de Juiz de Fora. A celebração aconteceu na Catedral Metropolitana dia 28 de março do mesmo ano, às 14h30.

Já à frente da Arquidiocese de Juiz de Fora, o Novo Pastor recebeu, no dia 29 de junho de 2009, o pálio de arcebispo das mãos do Papa Bento XVI, em Roma.

A Arquidiocese de Juiz de Fora celebrou de 13 de dezembro de 2009 a 13 de junho de 2011, o I Sínodo Arquidiocesano. A celebração foi um instrumento para refletir sobre o que de bom foi construído e o que faltaria construir. O tema escolhido foi “Arquidiocese de Juiz de Fora: uma Igreja sempre em Missão” e o lema “Fazei discípulos meus” (Mt 28,19). O Sínodo foi concluído com a promulgação do Documento Sinodal, que contemplou os horizontes: Família e Vida, Comunidade de Fé, Amadurecimento e Fortalecimento da fé e Serviço aos pobres. O lançamento do Documento Sinodal se deu no dia 13 de junho de 2011.

A partir das propostas do Sínodo foram criados os Vicariatos Episcopais Ambientais (Vicariato para Cultura, Educação e Juventude, Vicariato para Caridade e Vicariato para Vida e Família). Fundou-se também o Jornal Folha Missionária (edição comemorativa em 21 de novembro de 2010, começando a circular seqüencialmente a partir de janeiro de 2011). Novas edificações têm sido construídas para o bem pastoral e espiritual da arquidiocese: reforma do Centro de Formação de Liderança Cristã – Ceflã e construção do Centro Arquidiocesano Administrativo-Pastoral Edifício ‘Christus Lumen Gentium’ Colina da Fé, abrigando em um único prédio a Cúria Metropolitana, o Centro Pastoral Arquidiocesano João Paulo II, o Arquivo Arquidiocesano, o Tribunal Eclesiástico e o Centro Arquidiocesano de Comunicação (Rádio Catedral, Jornal Folha Missionária, Assessoria de Comunicação e outros setores afins). A pedra fundamental do edifício foi abençoada por Dom Gil Antônio Moreira, no dia 13 de junho de 2011. Todo o custo desta obra, se deve à generosidade do Sr. Estevam Duarte e sua família, proprietários da rede de Supermercados Bretas, como contribuição do seu dízimo.

No ano de 2012, Juiz de Fora comemora 50 anos de elevação a arquidiocese. O jubileu de ouro começou a ser celebrado no dia 23 de junho de 2011, Corpus Christi, e as comemorações prosseguem até o dia 07 de junho de 2012, quando na Solenidade do Corpo de Cristo, na qual se pretende realizar uma grande celebração no Estádio Municipal Radialista Mário Heleno, reunindo delegações de todas as paróquias para o momento alto de Ação de Graças. Também dentro das celebrações está programada uma grande romaria a Aparecida, dia 14 de abril de 2012. Ainda dentro das comemorações do jubileu, aconteceu a I Exposição de Arte Sacra realizada de 03 de agosto a 20 de setembro na Catedral Metropolitana. O tema foi “Juiz de Fora: Nossa história é de fé, nossa Igreja tem arte. Dos primórdios ao jubileu áureo da Arquidiocese” e o lema “Arte Sacra: a beleza que evangeliza”. O encerramento da exposição foi marcado, no dia 19 de setembro, pelo I Seminário de Bens Culturais da Igreja em Juiz de Fora.

A última importante data comemorada na Arquidiocese foi o aniversário de 90 anos de criação da Diocese de Juiz de Fora, lembrado em fevereiro de 2014. Para marcar esta importante data, a Arquidiocese organizou uma série de atividades comemorativas, que envolveram a realização, por parte de todas as paróquias, de um Tríduo Eclesial Vocacional. No último dia do tríduo, houve a reentronização da imagem original de Santo Antonio, padroeiro da Arquidiocese e de Juiz de Fora, na Catedral Metropolitana. A referida imagem, restaurada pelo artista Carlos Magno, de São João del-Rei, foi a primeira utilizada na Capela da então Vila de Santo Antônio do Paraibuna, no século XVIII.

No dia festivo, 1º de fevereiro, uma grande solenidade em ação de graças foi realizada na Catedral. Na ocasião, foram ordenados dois novos padres – Gleydson Pimenta de Faria e Wesley Carvalho Neves – e quatro novos diáconos transitórios – Fransérgio Garcia da Silva, José Maria Vieira Novaes, Leonardo Loures Valle e Welington Nascimento de Souza – e foram criadas quatro novas paróquias na Arquidiocese, totalizando 90 – mesmo número de anos que a Diocese completara no dia. As paróquias criadas foram: Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Juiz de Fora), Paróquia Nossa Senhora da Glória (Santos Dumont), Paróquia Sagrada Família (São João Nepomuceno) e Paróquia São Sebastião (Senador Cortes). Além disso, foi nomeada a Comissão Arquidiocesana para o processo de Beatificação e Canonização de Monsenhor Marciano Bernardes da Fonseca, ex-pároco de Santa Rita de Jacutinga.

Também fez parte das comemorações dos 90 anos da Diocese uma exposição histórica e artística, que foi instalada nas dependências do novo prédio da Cúria Metropolitana. No local, todas as paróquias da Arquidiocese
foram representadas por um símbolo ou imagem.

Regeram a Igreja de Juiz de Fora os seguintes Pastores
1º Bispo: Dom Justino José de Santana: 1924 – 1958
2º Bispo e 1º Arcebispo: Dom Geraldo Maria de Morais Penido: 1958 – 1977
2º Arcebispo: Dom Juvenal Roriz, CSSR: 1978 – 1990
3º Arcebispo: Dom Clóvis Frainer, OFM.Cap: 1991 – 2001
4º Arcebispo: Dom Eurico dos Santos Veloso; 2002 – 2009
5º Arcebispo: Dom Gil Antônio Moreira; desde 2009

Bispos Auxiliares
Dom Othon Motta: 1953 – 1956
Dom Eurico dos Santos Veloso: 1987 – 1991
Dom Paulo Francisco Machado: 2004 – 2006

Administradores Diocesanos
* Dom Altivo Pacheco Ribeiro: de 1977 a 1978
* Dom Eurico: de 06/02/1990 a 15/08/1991
* Pe. Antônio Cornélio Viana

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