Segundo dia da 59ª Assembleia Geral da CNBB

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A segunda etapa da Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) segue ocorrendo. As atividades em plenário tiveram início logo pela manhã da segunda-feira, 29 de agosto, com a primeira votação. Foi aprovado o primeiro bloco referente à tradução da terceira edição típica do Missal Romano. Essa parte compreende as orações eucarísticas e as orações sobre o povo.

Após a apresentação da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (Cetel), que explicou o processo da última etapa de consultas em vista da aprovação final da tradução brasileira da terceira edição do Missal Romano, os bispos anotaram seus votos, contabilizados pela equipe de escrutínios.

59ªAG – Escrutínio sobre Missal

Dos 266 votantes presentes na etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da CNBB, eram necessários 216 votos para aprovação de acordo com as normas vigentes na Conferência. 265 bispos aprovaram a tradução do texto. Houve 1 abstenção na votação geral.

Ainda haverá um segundo bloco de votações referentes ao Missal no decorrer da assembleia.

Análise da conjuntura atual

Outro importante assunto apresentado ao episcopado brasileiro foi uma Análise de Conjuntura Social com o título “Exigências éticas, justiça social e democracia”. O Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, está participando do encontro e comentou que este momento buscou avaliar a atual realidade sócio econômica e religiosa do país, sobretudo as comunidade neopentecostais frente a realidade da igreja inteira do Brasil.

O Pastor Arquidiocesano frisou a relevância deste encontro anual dos episcopado brasileiro. “A Igreja do Brasil reunida para discutir assuntos, mas também celebrar a caminhada sinodal. É um momento importante sim, porque nós tomamos certas decisões que ajudaram muito a vida da igreja nas várias diocese do Brasil. Numa sintonia muito grande com o coração do Papa Francisco, procurando refletir sobre o sínodo “participação, comunhão e missão”; caminhar juntos para que a Igreja possa ser sempre uma expressão da unidade desejada por Cristo”, explicou ele.

Coletiva de Imprensa

O tema central da assembleia, “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão”, e as propostas e indicações para a elaboração das próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) foram as principais discussões desta primeira coletiva de imprensa da segunda fase da Assembleia. A entrevista foi realizada na segunda-feira, na sala de imprensa do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP).

Atenderam à imprensa o presidente da Comissão do Tema Central da 59ª AG CNBB, Dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS), e o membro da mesma comissão, Dom José Altevir da Silva, bispo de Tefé (AM). Junto a eles, o presidente da Comissão para a Comunicação, Dom Joaquim Giovani Mol.

O tema central é uma reflexão sobre a Igreja em ação, a partir de diretrizes gerais do movimento evangelizador. Estamos, ao mesmo tempo, em um período de Sínodo que é mundial, convocado pelo Papa Francisco em uma intuição que é do Espírito, um sínodo sobre a sinodalidade da Igreja em ação, a Igreja em atuação a partir de diretrizes gerais da ação evangelizadora.

Com o tema central, pretende-se inspirar a ação pastoral da Igreja no Brasil. Como se trata de um tema central, afirma Dom José Altevir, é algo que nos ajuda a dar respostas aos desafios do momento que a Igreja está vivendo.

As atuais diretrizes têm como proposta evangelizar o Brasil neste tempo atual marcado pela cultura urbana, anunciando a Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas, missionários de Jesus Cristo no mundo de hoje, por meio da comunidade eclesial missionária. São elementos sustentados pela sinodalidade, elementos que compõem o tema central da assembleia.

Para Dom José Altevir, o mais importante é o ser da missão, por isso essas últimas diretrizes formam um eixo central da ação missionária. Nessas últimas diretrizes, surgiu o termo comunidade eclesial missionária, que não é algo novo. A Igreja é toda ela missionária por natureza e é essa a luta da Igreja tomar consciência da ação missionária.

Processo e próximos passos

“O tema central é um tema que está preparando as novas diretrizes que deveriam ser revistas no ano que vem, e eu digo deveriam”, ressalta Dom Leomar Antônio, “porque o processo sinodal fez com que a comissão central ajudasse a repensar o processo de tempo já aprovado pelo conselho permanente”.

A Comissão que está preparando os próximos passos é composta por pessoas das cinco regiões do Brasil.

Diante da necessidade de uma presença pública, o trabalho começou questionando os bispos como estavam essas diretrizes, pois não adiantaria criar novas sem avaliar o que já tinha sido trabalhado, e o que já estava forte como experiência sinodal e onde ainda não se estava devidamente fortalecido. A partir daí, foi feita uma síntese. Após esta síntese, enviada em julho à comissão, outras questões foram preparadas para o trabalho da Assembleia.

O primeiro passo é considerar o contexto pós-pandêmico, segundo o pontificado do Papa Francisco, que insiste em uma conversão pastoral, uma mudança, uma Igreja em saída. Também o processo de escutar mais as pessoas, superar o clericalismo e as lideranças centralizadoras nas paróquias e comunidades. E por fim, fortalecer a Comunidade Eclesial Missionária.

*Com informações de CNBB e Canção Nova

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