Padre Welington Nascimento ministra formação sobre Pastoral Carcerária em Divinópolis (MG)

*Foto enviada por Padre Welington
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No último sábado (17), o Padre Welington Nascimento de Souza, Assessor Eclesiástico da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Juiz de Fora e do Regional Leste 2 da CNBB, ministrou uma formação para a Escola Diaconal da Diocese de Divinópolis (MG). A pedido do Bispo, Dom José Carlos de Souza Campos, que também é presidente do Regional, o sacerdote juiz-forano falou a sete candidatos ao Diaconato Permanente daquela Igreja Particular que futuramente atuarão na Diaconia Carcerária.

“Nossa intenção foi apresentar a Pastoral Carcerária, seu trabalho e sua finalidade. Nós tivemos a oportunidade de dizer, enquanto pastoral organizada que somos da Igreja, que ela deve ter coordenações, sendo também importante a presença do clero, que vai, junto com os leigos, fazer a organização, dar formação, pensar em pessoas preparadas para essa missão. Não é fácil entrar em uma penitenciária; existem aquelas exigências que o Estado nos faz e nós, também, seguindo alguns critérios da Igreja, para receber pessoas que vão assumir esta função pastoral”, explicou Padre Welington.

Outro aspecto apresentado aos futuros diáconos permanentes foi a atual realidade prisional. “Infelizmente o nosso Brasil é um país do encarceramento em massa, é um país que prende, e nossas unidades prisionais estão superabarrotadas de pessoas. Muitas vezes não temos nenhuma estrutura; poucas são as que têm uma sala, uma capela, um auditório. Muitas vezes nós usamos as salas dos diretores para atender uma confissão, ter um momento mais particular com os que estão presos”, revelou o Assessor Eclesiástico da Pastoral.

Por fim, o sacerdote falou das consequências da Covid-19 no trabalho dentro das unidades prisionais. “Nós estamos voltando, após um processo doloroso. Essa nova realidade de ação pastoral está no seu início, mais lenta, devido a tantas dificuldades deixadas pela pandemia.”

Padre Welington estava acompanhado do Diácono José Aparecido Nascimento Rocha, que deu seu testemunho sobre o trabalho da Pastoral nos presídios. Além dele, a Coordenadora da Pastoral Carcerária Arquidiocesana, Marília das Graças de Oliveira, colaborou com o momento de formação, durante o qual ainda foram trabalhados documentos e um livro sobre a dimensão das pastorais sociais.

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