Missa em ação de graças recorda Jubileu de Prata Episcopal de Dom Eduardo e Dom Walmor

Na manhã do último sábado, 24 de junho, quando a Igreja recordou a Solenidade do Nascimento de São João Batista, a Catedral de Juiz de Fora recebeu dois membros do Clero Arquidiocesano que celebram, neste ano, 25 anos de Ordenação Episcopal. Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, Arcebispo Emérito de Sorocaba (SP), e Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, retornaram à igreja-mãe da Arquidiocese de Juiz de Fora, onde, em 1998, receberam o terceiro grau do Sacramento da Ordem.

Além dos bispos jubilares, a missa em ação de graças foi concelebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, pelo Arcebispo Emérito, Dom Eurico dos Santos Veloso, pelo Bispo Emérito da Diocese de Oliveira, Dom Francisco Barroso Filho, e por dezenas de padres que conviveram com Dom Eduardo e Dom Walmor. Diáconos permanentes e seminaristas também participaram da Eucaristia, que foi abrilhantada pela presença do Coral Arquidiocesano Benedictus.

A iniciativa da celebração festiva foi de Dom Gil, que recordou o Ano Vocacional vivenciado pela Igreja no Brasil. “É Ano Vocacional no Brasil e a nossa Arquidiocese, neste dia, celebra uma grande festa, recordando uma outra grande festa que houve aqui, nesta mesma Catedral, a 25 anos atrás. Aliás, foram duas festas; naquele mesmo ano, dois padres da nossa Arquidiocese foram escolhidos para ser bispos: Dom Walmor e Dom Eduardo. Hoje, nós convocamos novamente o clero, o povo, para recordar aquelas celebrações tão belas que hoje nós agradecemos.”

O Arcebispo comentou o legado que Dom Eduardo e Dom Walmor deixaram na Igreja Particular de Juiz de Fora. “Toda a Arquidiocese está aqui reunida, presencialmente, virtualmente ou espiritualmente, louvando a Deus pela vida, pelo trabalho, pelo exemplo desses nossos irmãos bispos. Que Deus os abençoe e multiplique as vocações sacerdotais em todo o Brasil, especialmente em nossa Arquidiocese de Juiz de Fora.”

O Padre Geraldo Dondici Vieira, Vigário Episcopal para a Caridade e Pároco da Paróquia São Mateus, foi o responsável por proferir a homilia, toda feita em homenagem aos bispos que comemoravam o Jubileu de Prata. Padre Dondici sucedeu a Dom Eduardo e Dom Walmor na reitoria do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio. “Nós ficamos muito pobres com a saída deles, mas, por outro lado, oferecemos esse dom precioso às Igrejas que eles serviram e têm servido de forma tão bonita. Só temos que agradecer a Deus. Deus faz isto, faz essas podas para que venham mais e mais frutos. Que Deus os abençoe, e a Igreja de Juiz de Fora, nessa ação de graças, possa crescer mais ainda em santidade e em missão”, finalizou.

Emoção no retorno

Dom Walmor Oliveira de Azevedo falou da emoção em retornar, 25 anos depois, à Catedral de Juiz de Fora, onde também foi ordenado presbítero. “Venho como um peregrino à Catedral Metropolitana de Santo Antônio, porque aqui neste presbitério fui consagrado presbítero e bispo. Portanto, uma peregrinação para reavivar no coração muitas alegrias e, sobretudo, o compromisso de continuar sempre sendo simples servo do povo de Deus, em nome de Jesus Cristo, na missão. É portanto, um momento de espiritualidade, de alegria e de grande fraternidade.”

Dentro das celebrações do Ano Vocacional, o Arcebispo de Belo Horizonte ressaltou o trabalho desenvolvido na casa de formação onde foi aluno, professor, formador e reitor. “A importância do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio é exatamente para formar cristãos leigos e leigas, especialmente presbíteros, a serviço do povo de Deus. A grande recomendação hoje é que nós sejamos homens e mulheres de escuta. O Seminário tem que ser este lugar de formar os que escutam, sobretudo os clamores dos povos sofredores e daqueles que se colocam no caminho missionário a serviço do povo.”

Dom Walmor aproveitou para comentar características marcantes de Dom Eduardo Benes, com quem conviveu muito antes de ambos serem ordenados bispos. “Dom Eduardo foi meu professor e formador, depois trabalhamos juntos como professores e como formadores, e também na pastoral. É um grande amigo, um homem de Deus que muito inspira; hoje é Arcebispo Emérito, mas sempre presente, ajudando o evangelho a ser iluminador na vida de muitas pessoas.”

Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues retribuiu os elogios e testemunhos sobre Dom Walmor. “Entrou no Seminário jovem, fez aqui todo o curso de Filosofia e Teologia, e eu era um dos formadores que o acompanhavam mais de perto. Um aluno brilhante, que manifestava também profunda piedade, zelo missionário, apostólico, e por isso mesmo foi mandado para Roma por Dom Geraldo. Ele teve um significado muito grande na abertura do Seminário para os leigos, para formar diáconos, para adotar uma nova forma de conduzir a formação dos seminaristas e se tornou. Depois, Arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, o que revela bem o seu caráter, a sua capacidade, competência e, ao mesmo tempo, seu amor à Igreja.”

O Arcebispo Emérito de Sorocaba revelou estar emocionado com o carinho que recebeu da Arquidiocese de Juiz de Fora em razão de seu Jubileu de Prata. “Eu estou vivendo momentos muito intensos. Anteontem, em Sorocaba, onde exerci o ministério por 11 anos e alguns meses, também uma Missa como esta, que muito tocou meu coração, com a presença dos padres, do povo; os mesmos abraços que acabo de receber aqui, recebi lá também. Juiz de Fora é a minha terra, então essa celebração recolhe um passado muito rico de amizades, de graça de Deus, por isso aqui foi o ponto culminante.”

Reconhecimento do povo juiz-forano

Após a Missa da Catedral, o Clero e os familiares de Dom Eduardo e Dom Walmor foram convidados para um almoço no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio. Lá, ambos foram surpreendidos com a notícia de Moções de Aplauso oferecidas pela Câmara Municipal de Juiz de Fora.

Os bispos receberam a homenagem do vereador Juraci Scheffer, que foi o proponente da ação, aprovada por unanimidade no Legislativo Municipal. “São dois evangelizadores, referência para todos nós aqui de Juiz de Fora, e levaram o nome da cidade, através da pregação do evangelho, para o Brasil e para o mundo. São luzes que iluminam o nosso caminho, por isso parabenizar, em nome de todos os vereadores e vereadoras. É a casa do povo, 600 mil habitantes de Juiz de Fora homenageiam a nossa Igreja Particular, principalmente porque os dois são oriundos daqui.”

Com o lema de ordenação episcopal “Para curar os feridos no coração”, Dom Walmor Oliveira de Azevedo foi nomeado Bispo Auxiliar de Salvador pelo Papa João Paulo II no dia 21 de janeiro de 1998, sendo ordenado pelo Cardeal Dom Frei Lucas Moreira Neves em 10 de maio daquele ano, na Catedral de Juiz de Fora.

Pouco mais de um mês depois, no dia 21 de junho, Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues era ordenado bispo na mesma igreja, com o lema “Manso e Humilde de coração”. O Papa João Paulo II o havia nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre (RS).

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