Em direção ao melhor gerenciamento do patrimônio, II Seminário de Bens Culturais chega ao fim

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No último sábado, 19 de novembro, foi encerrado o II Seminário de Bens Culturais da Arquidiocese de Juiz de Fora. Mais de 100 pessoas participaram do evento, entre elas dezenas de padres, inclusive de outras cidades e estados, membros órgãos públicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata, a fim de compreender mais sobre conservação, restauro e a captação de recursos para esse trabalho.

A gestora de patrimônio da Arquidiocese de Juiz de Fora, Raquel Tostes, falou sobre o objetivo da iniciativa, tida como rara no meio eclesial. “A ideia foi tentar trazer o maior número de informações, através do IEFA, da FAOP, das instituições envolvidas, da Secretaria do Estado de Cultura, para melhor capacitar gestores – os padres, os leigos envolvidos nas paróquias – para conseguirmos o máximo de informações para poder buscar recurso, e conseguir, realmente, captar de recursos”.

À esquerda, Padre Wesley num momento de oração.

Ela contou que o público era bastante diverso, pois era necessária a presença dos diferentes atores envolvidos na preservação dos bens, sejam eles tombados ou não. “A ideia era discutir, abrir a mente das pessoas para existência de recursos públicos e a gente poder tratar melhor o nosso patrimônio”, concluiu Raquel.

Para o Padre Wesley Pereira Machado, da diocese de Paracatu, o momento foi de grande importância para devolver o protagonismo aos detentores do acervo no processo da preservação. “A igreja é uma dessas instituições que, no estado de Minas, possui um grande patrimônio cultural e que deve preservar e cuidar. Ter consciência daqueles que são os deveres, mas também os direitos para a manutenção deste patrimônio, é muito importante, por isso, o interesse de vir até aqui, de participar, de perguntar e esclarecer dúvidas, para poder ajudar a conservar e deixar para as outras gerações ações, esses registros tão importantes da fé, da cultura, do desenvolvimento humano”, relatou ele.

Ele, assim como Marcelo Eduardo Ribeiro, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, contou que tem passado dificuldades com os trâmites burocráticos de reformas e restauros. “É um encontro que vou levar para minha comunidade um conhecimento maior sobre a preservação de bens. Em Conceição de Ibitipoca temos a igreja construída em 1768. Além do interesse que eu tinha de preservar, esse seminário serviu de bagagem, levando esse interesse maior de preservar um bem tão valioso como a Igreja Matriz de Conceição de Ibitipoca”, explicou Marcelo que é membro do conselho paroquial e também do Conselho de Patrimônio Histórico da cidade de Lima Duarte.

Dom Gil no encerramento do evento.

O Pastor Arquidiocesano, Dom Gil Antônio Moreira, ficou bastante satisfeito com todo o evento. Ele fez questão que assistir as palestras todos os dias. “É um momento importante para a vida da arquidiocese. Esse seminário nos ajudou a compreender como levantar recursos para a proteção dos nossos bens culturais, para fazer a conservação da nossa arte sacra; tudo isso é muito importante, dado que, muitas coisas dessa natureza são dispendiosas e nós temos também oportunidade de recursos do próprio governo. Ele pode nos ajudar a conservar, a proteger esse patrimônio que é da Igreja, mas acaba sendo um patrimônio de interesse de todos, portanto, também do Estado”.

Ele ainda agradeceu a Deus pelas bênçãos concedidas neste tempo e pelas ótimas palestras. “Tudo isso veio enriquecer muito o nosso conhecimento e eu tenho certeza que vai ser de grande utilidade para as nossas paróquias, para a nossa arquidiocese”, comentou ele após o encerramento dos trabalhos.

Confira mais registros deste seminário.

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