Dom Edson José Oriolo dos Santos é empossado Bispo de Leopoldina

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O último sábado, 25 de janeiro, foi um dia de festa para a Diocese de Leopoldina. Essa Igreja Particular, pertencente à Província Eclesiástica de Juiz de Fora, acolheu seu novo Bispo, Dom Edson José Oriolo dos Santos, durante cerimônia na Catedral de São Sebastião e Santa Missa na quadra do Colégio Imaculada Conceição.

A posse ocorreu menos de três meses depois da nomeação, feita pelo Papa Francisco em 30 de outubro de 2019, e pouco mais de um ano após a diocese ficar vacante – com a transferência de Dom José Eudes Campos do Nascimento para a Diocese de São João del-Rei, em dezembro de 2018.

Metropolita entrega a Dom Edson símbolos de seu pastoreio

O rito de posse teve início na Catedral, onde Dom Edson foi recepcionado por Monsenhor Antônio José Chamel, decano do clero local. Após beijar o crucifixo e aspergir com água benta a si mesmo e aos presentes, o bispo teve breve momento de oração e adoração na capela do Santíssimo Sacramento. Em todo o tempo, ele esteve ladeado pelo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, Metropolita da Província, e pelo Arcebispo de Belo Horizonte e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo.

Já no presbitério, diante do altar, os três religiosos assistiram à apresentação e leitura da Bula de Nomeação assinada por Papa Francisco. Em seguida, Dom Gil entregou a Dom Edson o Báculo pastoral, que simboliza o seu papel de pastor, e convidou-o a tomar lugar em sua Cátedra.

Quando tomou a palavra, o Metropolita da Província Eclesiástica de Juiz de Fora lembrou que aquele dia marcava a festa litúrgica da conversão de São Paulo e falou da unidade pastoral entre as igrejas particulares da Província – composta pela Arquidiocese de Juiz de Fora e pelas dioceses de Leopoldina e São João del-Rei. Em entrevista, Dom Gil reafirmou a alegria pela chegada de Dom Edson. “Uma grande ajuda no trabalho missionário de levar Jesus Cristo para os outros e trazer os outros para Jesus Cristo. Esta é a missão do apóstolo: levar cristo para as pessoas, motivá-las a encontrar Jesus Cristo. Um bispo, quando chega numa diocese, vem com esse propósito: servir a cristo, servir à Igreja”.

Logo após, o até então Administrador Apostólico, Padre Volnei Ferreira Noro, que conduziu os trabalhos da Diocese enquanto esteve vacante, saudou o novo bispo e a ele apresentou as principais características da Igreja Particular. “Embora rural, a Diocese de Leopoldina traz características urbanas muito fortes, organizada e muito bem localizada. Possui inúmeros leigos e leigas valorosos, prontas para o trabalho de evangelização. São diversas frentes de trabalho, já com o seu conselho de leigos formado. Os padres são trabalhadores, criativos, homens íntegros em suas obrigações, trazendo expectativas de serem ouvidos”, ressaltou.

Depois, os sacerdotes da Diocese de Leopoldina manifestaram respeito e obediência a Dom Edson, a quem cumprimentaram com abraços. A cerimônia, acompanhada por outros 13 (arce)bispos e dezenas de padres, diáconos, seminaristas, religiosos e religiosas oriundos de diversas (arqui)dioceses, foi transmitida ao vivo pela TV Aparecida.

Celebração Eucarística

Após a cerimônia de posse, religiosos e leigos seguiram em procissão para a quadra do Colégio Imaculada Conceição, que já estava repleta de fiéis à espera do novo pastor. No local, Dom Edson José Oriolo dos Santos presidiu sua primeira Missa como Bispo de Leopoldina.

Em sua homilia, o novo bispo diocesano falou aos religiosos e leigos pertencentes à Igreja Particular de Leopoldina. “Hoje vocês se reúnem para acolher o novo pastor e eu me apresento, com humilde disponibilidade e esperança. Assim como vocês, também trago no coração ansiedades, dúvidas e expectativas, que deposito no altar da eucaristia, em espírito de fé e confiança na Divina Providência. Vocês, conjuntamente com o nosso clero, são os principais artífices da ação evangelizadora da Igreja e a razão de ser desta diocese e de minha presença. Agradeço a disponibilidade, o testemunho e a gratuidade confiante com que me acolhem!”

Dom Edson também falou da sua expectativa com a nova missão. “Venho para esta diocese com o coração sereno e tranquilo, pois tenho convicção de que realizo a vontade de Deus, nesta etapa de meu caminho vocacional. A Divina Providência para cá me conduz, pela sábia e amadurecida decisão da Igreja, para juntos formarmos Igreja. Somos a Igreja de Cristo!”

O bispo arrancou palmas dos presentes quando contou que o báculo que estava usando pertenceu ao quarto bispo diocesano de Leopoldina, Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, que faleceu em abril de 2018 em Pouso Alegre. “Ao término das exéquias, da qual participei, fui procurado por dois sacerdotes, informando-me que, no período em que estava consciente no hospital, Dom Ricardo manifestou o desejo de que seu báculo me fosse entregue como recordação, para que continuasse sendo usado. Pensei de imediato ‘Irei usá-lo apenas quando for bispo titular’. Com este mesmo báculo, a pouco, tomei posse como oitavo bispo da diocese de Leopoldina, dando continuidade ao ministério de Dom Ricardo e dos demais seis bispos que me antecederam. O báculo é símbolo do serviço pastoral, é sinal de que a missão do bispo é zelar pela santidade do rebanho”, ressaltou.

Ao final da Eucaristia, ele se consagrou a Nossa Senhora, sob o título do Imaculado Coração de Maria, padroeira da Diocese.

Dom Walmor

Em entrevista, o Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte e Presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, fez elogios a Dom Edson, com quem conviveu nos últimos anos. “Dom Edson José Oriolo é um bispo muito qualificado, pôde desenvolver essa qualificação de modo ainda mais intenso na sua experiência como bispo auxiliar de Belo Horizonte durante quatro anos e meio. Portanto, estou convencido e vivo essa alegria de saber que ele será um grande pastor para Leopoldina e um novo ciclo aqui se abre pela força bonita da sua competência, de tudo o que ele pode oferecer”.

A reciprocidade do carinho foi confirmada durante a homilia de Dom Edson, no qual o pastor fez questão de citar o Arcebispo de BH e dar-lhe um fraterno abraço. “Gostaria de externar meu reconhecimento à Igreja Arquidiocesana de Belo Horizonte. Nesta Arquidiocese eminente me foi concedida a graça de dar os primeiros passos no ministério episcopal. Passos orientados por um pastor solícito e amoroso, cujas orientações de pai, irmão e amigo, na acolhida, compreensão e apoio foram indispensáveis para o meu amadurecimento pessoal e ministerial. Assim, peço licença a todos, para expressar de forma significativa a comunhão que nos une ao Santo Padre, aos irmãos no episcopado, ao clero e a todo o Povo de Deus, osculando o anel episcopal de Dom Walmor, sinal da sua inquebrantável fidelidade à Igreja”, finalizou.

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