Diante da crise causada pela Covid, Vicentinos buscam doações de alimentos

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A Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) é uma organização civil de leigos, homens e mulheres dedicados ao trabalho cristão de Caridade. Em nossa Arquidiocese, sua atuação é bastante significativa em favor dos pobres há 127 anos. No entanto, os Vicentinos estão precisando de maior colaboração.

Em Juiz de Fora, antes da pandemia, 750 famílias eram assistidas pelas 147 conferências Vicentinas ativas, ou seja, cerca de três mil pessoas eram beneficiadas, mas os pedidos de ajuda têm crescido muito. “Com a pandemia, o número de famílias aumentou significativamente, principalmente no início deste ano, devido ao término do auxílio emergencial. Ao mesmo tempo, as doações têm diminuído, devido à alta expressiva do valor dos produtos da festa básica”, conta Wandemberg Medeiros, coordenador de comunicação e confrade vicentino.

Recentemente, Paróquias da Arquidiocese divulgaram, em suas redes sociais, pedidos de doações para as conferências de suas paróquias, como a Paróquia Cristo Rei e a Paróquia Santo Antônio de Goianá.

Em vista disso, o Conselho Metropolitano de Juiz de Fora está precisando doações, principalmente de alimentos não perecíveis, para as cestas básicas dos assistidos. Qualquer alimento é bem-vindo, bem como materiais de limpeza e itens de higiene pessoal.

Para contribuir com o trabalho realizado pelo Vicentinos, é possível entrar em contato através das redes sociais para agendar sua doação, ou, ainda, deixar os alimentos na sua paróquia.

A solidariedade é necessária em todo o mundo

De maneira geral, a pandemia intensificou a pobreza em toda a América Latina. Segundo pesquisa divulgada neste mês, foi atingido o maior nível desde 2008, 33,7% da população da região encontra-se em situação de pobreza.  Esse dado faz parte de estudo da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) e mensura os seis primeiros meses de 2020.

Ciente de que esta situação se alastraria pelo mundo todo, no último Dia Mundial dos Pobres, o Papa Francisco já falava desse cenário e nos orientava a caridade. “ Esta pandemia chegou de improviso e apanhou-nos despreparados, deixando uma grande sensação de desorientação e impotência. Mas, a mão estendida ao pobre não chegou de improviso. Antes, dá testemunho de como nos preparamos para reconhecer o pobre, a fim de o apoiar no tempo da necessidade. Não se improvisa instrumentos de misericórdia. Requer um treino diário, que parte da consciência de quanto nós próprios, em primeiro lugar, precisamos de uma mão estendida em nosso favor”.

*Com informações de Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe e Mensagem do Santo Padre para IV Dia Mundial dos Pobres

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