Papa: construir laços de fraternidade com os pentecostais

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O Santo Padre iniciou sua série de atividades, na manhã desta sexta-feira (28), na Sala Clementina, no Vaticano, com cerca de 60 participantes na Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Em seu discurso, o Papa agradeceu aos membros e consultores grupo, porque, com o seu trabalho diário, o ajudam no ministério do Bispo de Roma, prestando um serviço de unidade e comunhão, em formas diferentes, para toda a Igreja.

Promover uma maior unidade entre os cristãos 

Neste sentido, Francisco recordou alguns encontros que manteve, recentemente, com cristãos de diferentes tradições religiosas, chefes das Igrejas ortodoxas e irmãos Pentecostais, que representam verdadeiras oportunidades para agradecer a Deus pelos abundantes frutos do movimento ecumênico e renovar nosso compromisso irreversível de promover uma maior unidade entre os cristãos. Estes, disse o Papa, são alguns passos no caminho ecumênico, que todos os cristãos são chamados a dar juntos, rezar juntos e trabalhar juntos para o restabelecimento da plena unidade.

A seguir, o Santo Padre referiu-se ao tema de atualidade escolhido para a Plenária do Pontifício Conselho para a promoção da Unidade dos Cristãos: “Pentecostais, carismáticos e evangélicos: impacto sobre o conceito de unidade”: “O constante crescimento destas novas expressões de vida cristã representa um fenômeno muito significativo, que não deve ser descuidado. As formas concretas das comunidades inspiradas nestes movimentos são, muitas vezes, ligadas ao contexto geográfico, cultural e social, no qual se desenvolvem”.

Construir laços da autêntica fraternidade

Por isso, referindo-se ao conjunto destes fenômenos, Francisco frisou que temos o dever de discernir e reconhecer a presença do Espírito Santo nessas Comunidades, com as quais devemos construir laços da autêntica fraternidade. Isto só será possível, porém, multiplicando as ocasiões de encontro e superando a mútua desconfiança, motivada, muitas vezes, por ignorância ou falta de compreensão.

Aqui, o Papa sugeriu algumas atividades que podem ser realizadas em conjunto por estas Comunidades: “Entre as várias atividades que podem ser compartilhadas estão a oração, a escuta da Palavra de Deus, o serviço aos necessitados, o anúncio do Evangelho, a defesa da dignidade da pessoa e da vida humana. Frequentando-se fraternalmente, nós católicos podemos aprender a apreciar a experiência de tantas comunidades, que, muitas vezes, em modos diferentes dos nossos, vivem a sua fé, louvam a Deus e dão testemunho do Evangelho com caridade”.

Ao mesmo tempo, – acrescentou o Papa – tais comunidades devem ser ajudadas a superar os preconceitos sobre a Igreja Católica e reconhecer que, no tesouro inestimável da tradição, recebido dos Apóstolos e mantido ao longo da história, o Espírito Santo não está inerte, pelo contrário, continua a atuar de modo eficaz. A este respeito, Francisco disse:

“Estou ciente de que, em muitos casos, as relações entre católicos e pentecostais, carismáticos e evangélicos não são fáceis. O improviso aparecimento de novas comunidades, ligadas à personalidade de alguns pregadores, contrasta fortemente com os princípios e a experiência eclesiológicos das Igrejas históricas e pode ocultar insídias. O fato de que não poucos fiéis católicos sejam atraídos por essas comunidades, causa atritos, mas pode se tornar, da nossa parte, motivo de exame de consciência pessoal e de renovação pastoral”.

De fato, concluiu Francisco, muitas comunidades, inspiradas por estes movimentos, vivem experiências cristãs autênticas, em contato com a Palavra de Deus e na docilidade à ação do Espírito, que leva a amar, testemunhar e servir.

É o Espírito que cria e recria a novidade da vida cristã, e é o mesmo Espírito que traz tudo unidade real, que não é uniformidade. Para esta abertura de coração, a busca de comunhão e discernimento cuidadoso são as atitudes que devem caracterizar nossos relacionamentos de acordo com o Espírito.

*Fonte: Site do Vatican News

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