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Missionários da Arquidiocese de Juiz de Fora são recebidos no Haiti

*Colaboração: Fabíola Castro (Rádio Catedral)

Haiti 1*Comitiva arquidiocesana na chegada ao Haiti.O grupo de missionários da Arquidiocese de Juiz de Fora que partiu na noite do último domingo, 16 de julho, para uma missão no Haiti, chegou ao país às 16h30 (hora local) desta segunda-feira (17), 17h30 no horário de Brasília.

O arcebispo metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, que está acompanhado do Bispo de Leopoldina, Dom José Eudes e de mais cinco missionários - Ana Maria Roberto, Marina Lopes de Assis, Myria Isabel Carvalho de Araújo, William Câmara de Araújo e Wilmar José Pereira de Carvalho -, relatou, em mensagem de texto via celular, que todos estão “muitos felizes de realizar mais esta missão, tentando pôr em prática o que o Sínodo Arquidiocesano propôs: ‘Arquidiocese de Juiz de Fora, uma Igreja sempre em Missão’. E felizes também por realizar o que Deus nos indica atualmente pela voz do Papa Francisco: ‘uma Igreja em saída, com olhos para as periferias’”.

Panamá*Missa realizada no Aeroporto do Panamá.Dom Gil disse ainda que todos fizeram boa viagem, parando sete horas no Panamá, onde celebraram a Santa Missa na capela do aeroporto. Chegando ao Haiti, na tarde dessa segunda-feira (17), o grupo foi recebido pelos freis franciscanos da Providência de Deus, que os acolheram em sua casa em um bairro pobre de Porto Príncipe. Lá estão três frades: Frei Gabriel, Frei Afonso e Frei Luiz.

Primeiras impressões

No primeiro dia da viagem, os freis franciscanos apresentaram ao grupo da Arquidiocese de Juiz de Fora a realidade do Haiti e o trabalho religioso que realizam junto aos jovens da região. Abaixo, relatos de Dom Gil sobre o que viu nas ruas da capital, Porto Príncipe, no caminho do aeroporto até a casa dos freis:

“Aqui a fome é uma coisa extraordinária. O povo tem necessidade de tudo, inclusive de água, que aqui está sempre contaminada. Em grande parte da capital não há água encanada nas casas, nem rede de esgoto nas ruas. É preciso comprar água para beber e encher as caixas d’água”.

“Passamos por ruas cheias de pessoas vendendo em camelôs, ruas mal pavimentadas, com esgoto a céu aberto. Vemos o clima de pobreza, de miséria. O que mais nos impressionou foi [a falta de] serviço de transporte. Não há ônibus ou transporte público. O meio de transporte é chamado de ‘tap-tap’, espécie de caminhonete coberta que leva quantas pessoas couberem, a preço definido pelo dono do veículo”.

Atividades

Na manhã desta terça-feira (18), a comitiva visitou a Arquidiocese de Porto Príncipe, sendo recepcionada pelo chanceler local. Logo após, o grupo esteve nas ruínas da Catedral da cidade, que foi destruída pelo terremoto de 2010. “Tivemos muita emoção de entrar ali e, inclusive, ver aquele crucifixo que ficou intacto. A Catedral caiu, assim como muitas casas ao redor, mas o crucifixo ficou intacto. Há pessoas, inclusive de outras religiões, que ali fazem suas orações porque veem nesse crucifixo um sinal da proteção divina”.

Os missionários visitaram também o local onde Drª. Zilda Arns faleceu, em 2010 - terreno em que funcionava a Faculdade de Teologia, onde ela estava palestrando, e que atualmente está vazio.

Envio a todos um grande abraço e uma bênção. Estamos de fato muito felizes em ver aqui este local que, de fato, é uma terra de missão. Rezem por nós!”, finalizou Dom Gil.


Outras informações:
Assessoria de Comunicação Arquidiocese de Juiz de Fora: (32) 3229-5450

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