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A cultura da Paz

Pelo 48º ano consecutivo, o Santo Padre anuncia profeticamente no início do novo ano a necessidade de um esforço conjunto pela paz no mundo. Sessem os conflitos. Seja estancada a violência. A exploração aos pequenos seja banida. Os desrespeitos e descasos com os fracos e as minorias sejam eliminados para sempre. Estas sejam nossas metas e nossa firme esperança para 2015.

Mas não basta que este esforço de paz seja realizado por governos, instituições e religiões. É urgente que cada pessoa assuma esta tarefa como sua e empenhe-se neste trabalho com afinco e total dedicação. Tocados pela urgência desta missão, todos são convocados a dedicar à paz seus recursos, sua criatividade, seus contatos e círculo de relações, sua fé e os seus dons pessoais.

Esta missão de ser artífice da paz começa quando nos determinamos a cultivar sentimentos e pensamentos de paz. São Paulo, apóstolo, assim nos conclama: “Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,5).

Este empenho irá necessariamente plantar em nossos corações e lábios palavras de paz. Jesus, enviando-nos em missão, ordenou-nos que em cada casa em que entrarmos digamos assim: “A paz esteja nesta casa” (Lc 10,5).

As palavras de paz irão, sem dúvida, fecundar as vidas de outras pessoas. E desta corrente, gestos concretos de paz nascerão e florescerão; o perdão dos inimigos; a reconciliação das famílias; a aproximação dos povos. Afinal, Jesus nos ordenou que perdoássemos sempre (Mt 18,27).

Sentimentos, palavras, gestos de paz implantarão em nossas famílias e na sociedade atitudes permanentes de paz. A superação de preconceitos. A eliminação de barreiras que separam as pessoas e geram distâncias, ódios e guerras. A cultura de Paz é fruto do precioso dom deixado por Jesus: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz” (Jo 14,17).

Permitamos que a Paz de Jesus agindo em nós modifique com sua força transformadora tudo que em nós, nas famílias e na sociedade impõe obstáculos à paz duradoura e fecunda. Que Jesus, o Príncipe da Paz, nos inspire e nos conduza pelos caminhos de um ano de paz e nos ensine os meios de sermos os construtores da cultura de paz. “Ele é a nossa Paz” (Ef 2,15).

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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