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Advento: Tempo de evangelização

Para preparar os corações e a mente para a vinda de Jesus, celebra-se em todo o mundo o tempo do Advento. A participação, se possível, diária na Eucaristia, a leituras bíblicas, as novenas de Natal em família, são alguns passos que nos ajudam a participar mais intensamente do Natal. Porém, a primeira parte do Advento, até o dia 16, damos maior atenção à preparação da segunda vinda do Senhor, quando voltará para julgar os vivos e os mortos. Tudo isto está em plena consonância com o Santo Evangelho de Jesus Cristo.

No Brasil, celebra-se neste tempo a Campanha da Evangelização que se dá no tempo do Advento, como a Campanha da Fraternidade se dá no tempo da Quaresma. No terceiro domingo do Advento, é feita a coleta de auxílio material à obra evangelizadora católica no país. Com o seu resultado se possibilita o trabalho pastoral em nível nacional, regional e diocesano, uma vez que é dividido entre estas três instâncias, visando a aplicação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, em cada diocese.

A Campanha se revela como partilha fraterna entre as Igrejas locais, pois foi iniciada no ano de 1988, como oportunidade de colaboração entre as regiões mais abastadas e aquelas mais carentes, a fim de que não falte nada a ninguém no trabalho da evangelização. Ela se inspira nas primeiras comunidades mostradas pelo livro Atos dos Apóstolos, onde tudo era posto em comum. Os relatos dos capítulos 3, versículos 42 a 45 e do capítulo 4, versículos 32 a 37 deste livro bíblico são expressões daquilo que se deve, de alguma forma, ser recuperado na Igreja atual. A necessidade e o dever da partilha estão explícitos na literatura neo-testamentária, sobretudo nas cartas de Paulo, como, por exemplo, em 2ª Coríntios, 8 e 9, e em 1Timóteo 6, 1.

Nos anos em que vem sendo realizada, a iniciativa tem produzido frutos animadores, mas deve ainda crescer muito mais. Ela está longe de ter a expressividade da Campanha da Fraternidade já consolidada nos passados quarenta e cinco anos. Ela precisa crescer tanto em sua ação formativa, motivadora de missionariedade, como nos resultados financeiros de sua coleta.

Outro objetivo da Campanha é, aos poucos, irem as comunidades do Brasil se auto-sustentando não tendo mais que depender indefinidamente dos irmãos de países da Europa ou da América para cobrir suas necessidades pastorais, uma vez que, hoje em dia, há regiões no mundo muito mais carentes que nós e que necessitam, sem alternativas, destas ajudas estrangeiras.

É importante que cada cristão se conscientize de sua responsabilidade na construção de um mundo novo sob as bases do amor a Deus e ao próximo, anunciando Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, caminho, verdade e vida!

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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