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Eleições

Escolhemos neste domingo quem vai presidir o Brasil nos próximos quatro anos. Como cristãos, cumprimos o dever de participar desse momento de cidadania, visando o bem comum. Cada um procurou votar conforme sua consciência a fim de cooperar para a construção de uma sociedade justa, fraterna, solidária e pacífica, voltada para a defesa da pessoa humana, imagem e semelhança de Deus. Ambos os candidatos tiveram expressiva votação, dando a entender que, para os brasileiros, qualquer dos dois responderia às necessidades do país.

Passado o período eleitoral, analisamos que a Igreja se esforçou para cumprir a sua missão de iluminar as consciências dos católicos sobre a responsabilidade do voto e se dirigiu fraternalmente a todas as demais pessoas, a partir da Palavra de Deus, a fim de que fosse eleita pessoa capaz de administrar o país. Essa é uma das características da Igreja Católica. Ela vem, na sua história bi-milenar, construindo sua doutrina social, pela qual considera a política, quando bem praticada, uma forma elevada do exercício da caridade.

Tal assunto, inclusive, já mereceu atenção especial de papas, em textos que atestam, até os dias atuais, a posição participativa, porém imparcial, da religião católica na política. São João Paulo II, por exemplo, na exortação Christifidelis Laici, ensina que “todos e cada um têm o direito e o dever de participar na política, embora em diversas complementaridades de formas, níveis, funções e responsabilidades”. Bento XVI, por sua vez, em sua encíclica Deus Caritas Est, ensina que “A Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política nem deve pôr-se no lugar do Estado. Mas também não pode nem deve ficar à margem na luta política”.

Encerradas as eleições, é válido, e mesmo necessário, citar uma das Declarações da CNBB sobre o tema, em que afirma: “O voto depositado na urna exige dos eleitores e dos eleitos um compromisso com a consolidação da democracia. Os eleitos são chamados a concretizar a mística do serviço, na esperança e na perseverança, construindo um mandato coletivo, em busca do bem comum, com a garantia de continuar os projetos positivos da administração anterior. Os eleitores são convidados a acompanhar os eleitos no cumprimento de sua missão e a valorizar os que atuam com critérios éticos”.

Definida, pela maioria do povo brasileiro, a continuidade do modelo político que já estava à frente do país, é importante uma análise madura e isenta de paixão partidarista, pois a paixão cega e é instrumento que revela imaturidade.

Por fim, pedimos a Deus que a decisão refletida pelas urnas nesse domingo traga consequências positivas para a História do Brasil.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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