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“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor”

Acorremos todos ao altar do Senhor neste último domingo do Ano da Igreja para agradecer. A Ele elevamos nosso louvor por nos ter dado a perseverança de, ao longo de todo este ano, mergulhar nossas vidas, esforços, bens e dons no mistério da Vida, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Com a força do Santo Espírito e o exemplo de Maria Santíssima, experimentamos a contínua exigência do amor, o poder da voz do Pai ao nos dirigir sua Palavra e a profunda identificação com o Ressuscitado na Eucaristia. A liturgia foi o lugar da graça em que tudo isso se fez real, se tornou história e aprofundou o Reino de Deus em nós.

Neste último domingo, festa de Cristo, Rei do Universo, olhamos para o caminho percorrido e elevamos ao pai nosso louvor e ação de graça. Como foi bom termos revivido passo a passo o caminho de Jesus segundo suas pegadas por meio das orientações do Evangelho de Marcos. Deixou-nos saudades as longas viagens pelas aldeias da Galiléia. Ainda guardamos na memória do coração os amigos que reencontramos. Renovou-se em nós a firmeza e a beleza dos ensinamentos de Jesus. E, especialmente, alertados pelas dificuldades de Pedro e dos outros, tivemos a graça de acompanhar Jesus na sua paixão, morte e ressurreição. E, ao pé da cruz, reforçamos o testemunho do Centurião e bradamos: “Eis aí nosso Rei, o Senhor do Universo, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus”.

Daqui, deste lugar da graça divina, ao pé da cruz de Jesus, agora ressuscitado, descobrimos quem somos e porque estamos aqui, em missão. Nosso Senhor, único Rei, o Mestre da Verdade, nos enviou a todas as aldeias da terra para anunciar o seu Nome e a sua Salvação. Ele, o início e o fim de tudo, aquele que envolve todo o alfabeto da vida, marcou-nos com a missão de estender seu corpo divino e real por todo o universo. Que todas as nações, povos, raças, culturas, línguas encontrem nele a sua verdadeira e mais bela luz. Seu reinado de Paz, justiça, alegria, cuidado, bondade, amor, pelos pés e mãos de seus escolhidos, chegue a todos os que nesta hora precisam dele e clamam por sua assistência.

Renovando nosso ‘sim’ à proposta amorosa do mestre Jesus, olhamos para o futuro. E vemos se descortinar aos nossos olhos, graças a esperança que nele depositamos, o germinar das sementes do Santo Evangelho trazendo flores e frutos, ainda pequeninos, de um universo inteiro transformado pela delicadeza e firmeza da ação da misericórdia do nosso Pai e Deus fiel.

Neste domingo do Cristo Rei, deixemos que Ele, de fato, reine sobre cada um de nós e, assim, se estenda a toda parte a sua presença, seu cuidado, seu toque, seu abraço, sua atenção, cura, vida, vigor, santidade, paz, shallon.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora.

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