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Consagrados para a Missão

A Arquidiocese de Juiz de Fora tem envidado esforços na sua ação missionária no seu interior e além fronteiras. Alegramo-nos em constatar que, nos últimos quatro anos, houve um crescimento animador seja no espírito seja na ação concreta, com novos passos dados, sobretudo a partir do Sínodo Arquidiocesano celebrado com muito sucesso, de dezembro de 2009 a junho de 2011. Vários desdobramentos vêm sendo dados para transformar esta Igreja Particular numa igreja cada vez mais missionária. Uma das obras mais consoladoras tem sido o contrato de Igrejas-Irmãs feito com a Diocese de Óbidos, no Pará, que prevê novas iniciativas, como o envio de padres, seminaristas e leigos para aquela Igreja amazonense. O crescimento aqui foi muito grande. Assumimos uma paróquia em Óbidos, por nossa conta, além de outras frentes de trabalhos.

No dia 27 de setembro passado, foi realizada, em Juiz de Fora, a primeira ordenação presbiteral destinada a oferecer a Óbidos as primícias sacerdotais de um neo-presbítero. É propósito da nossa Igreja local mandar para as missões diáconos ou presbíteros logo após a ordenação, com o intuito de formar no coração dos novos ministros um genuíno espírito missionário e atender com maior ardor as missões com as forças jovens e entusiastas dos recém ordenados.

Alegramo-nos muito com a celebração feita, contando inclusive com a presença de Dom Bernardo, Bispo de Óbidos, acompanhado de comitiva de jovens e adultos. Foi ordenado o Padre Leonardo Loures Valle, que já se encontrava na missão amazonense, pelo nosso mandato, desde a sua ordenação diaconal em janeiro passado. Para lá tornará de imediato para mais dois anos de missão.

O Evangelho lido e o lema escolhido, Pela tua Palavra lançarei as redes (Lc. 5, 5), nos ajudaram a nos relacionar com a realidade ecológica do Pará, onde corre o gigantesco e piscoso Rio Amazonas.

Sua ordenação presbiteral vem em boa ora, pois estamos num momento feliz da história missionária da Igreja, em que contemplamos as maravilhas de Deus acontecendo na pessoa de Papas peregrinos. Papa Francisco vem conquistando para Cristo o mundo com seu jeito e com sua palavra, e na pessoa do Papa Bento, que no seu silêncio monástico vem despertando cada dia mais admiração até mesmo entre os que mais o fizeram sofrer. Desconfio que Deus nos seus mistérios preparou a sua renúncia, para dar-lhe a respeitabilidade que sua iluminada personalidade merece, a fim de que a santidade da Igreja resplandecesse para este mundo dominado pela ganância, pelo individualismo, pelo egocentrismo, pelo secularismo, pelo materialismo desenfreado, pelo laicismo totalitarista, pela sede de poder que alimenta a corrupção e justifica os meios em vista de qualquer fim. Sua renúncia se tornou uma grande experiência pascal, onde desaparece a dor, para vibrar a vitória e a força da ressurreição. É mesmo como diz Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (24.11.2013): “Esta é a força da ressurreição, e cada evangelizador é um instrumento desse dinamismo” (EG 276).

De Francisco, de Bento e de São João Paulo II, temos aprendido que a palavra chave da ora atual para todos na Igreja, mas, sobretudo para os sacerdotes, é MISSÃO. Para usar os termos de Francisco, somos chamados a ser uma “Igreja em Saída”, de “primeirar” na evangelização das várias periferias do mundo presente, de “Ir, sem medo para servir”.

O recém-ordenado, Pe. Leonardo, é também como que ‘sócio-fundador’ da Comunidade Jovens Missionários Continentais, que organizamos em nossa Arquidiocese logo após a Jornada Mundial da Juventude – 2013. Tal comunidade, sob a coordenação da dinâmica jovem cofundadora Letícia Cristina Pereira, vem lançando redes sob a ordem do Senhor, fazendo maravilhas nas missões de paróquia em paróquia, como pedira profeticamente o nosso Sínodo Arquidiocesano.

Na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (27 11 2013), o Sucessor de Pedro nos diz literalmente: “Embora esta missão nos exija uma entrega generosa, seria um erro considerá-la como heróica tarefa pessoal, dado que ela é, primariamente e acima de tudo o que possamos sondar e compreender, obra de Deus. Jesus é o primeiro e maior evangelizador” (EG 12).

Na verdade, somos ordenados padres, ou simplesmente consagrados missionários, para realizar não a nossa obra, mas a de Cristo e isto se torna para nós uma grande alegria, pois “a alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1).

A missão que o novo padre abraçou de forma inédita nesta Igreja Particular de Juiz de Fora, estando já lançando redes em terras longínquas desde janeiro passado, é para nós e para nossa Arquidiocese um dom de Deus que confirma as aspirações de nosso Sínodo Arquidiocesano: “Arquidiocese de Juiz de Fora: uma Igreja sempre em missão” e torna concreto o nosso lema: “Fazei discípulos meus”.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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