Contribuição da Arquidiocese para mudança do quadro social atual

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Na Carta aos Coríntios, São Paulo aponta três virtudes necessárias a todos os homens: a fé, a esperança e a caridade. Destacamos a importância de uma em especial, a Caridade. Ela pode ser considerada uma forma de demonstração do amor, e se faz necessária mais do que nunca.  Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 55 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza. A pesquisa divulgada neste mês revelou que 54,8 milhões de brasileiros sobrevivem com renda, por pessoa, inferior a R$ 406 mensais.

A Igreja particular de Juiz de Fora possui algumas iniciativas que buscam transformar esse cenário. Em 2011, a partir do Sínodo Arquidiocesano, surgiu o Vicariato Episcopal para o Mundo da Caridade, como uma necessidade de coordenar, animar, e articular todas as forças vivas que atuam na dimensão sociocaritativa da Arquidiocese.

Seu trabalho ajuda a integrar as várias dimensões da realidade caritativa. Essa missão passou a ser de responsabilidade do Padre José de Anchieta Moura Lima, ao retornar da missão em Óbidos no Pará, no início de 2012.

Muitos movimentos e grupos constituem esse trabalho. Segundo padre Anchieta, três diaconias têm sido de fundamental importância para o êxito e do funcionamento do Vicariato: Hospitalar e dos Enfermos; Carcerária e Pastoral da Esperança, também a parceria da Sociedade São Vicente de Paulo.

A Catedral Metropolitana também promove atividades para auxílio da população em condições de vulnerabilidade. São realizados, por um valor simbólico, atendimentos de psicologia, fonoaudiologia, aulas de português (reforço escolar e preparação para concurso) e de inglês, advocacia, nutrição e fisioterapia (acupuntura), em média, com 50 pessoas por dia.

Além disso, grupos como os Anjos da Misericórdia, Grupo São José e a Sociedade São Vicente de Paulo também oferecerem amparo as pessoas carentes, através kits escolares, agasalhos, palestras, enxovais e alimentos. O SOS Cristão, por exemplo, é responsável pela arrecadação de alimentos e distribuição de 200 mini-cestas básicas, roupas e calçados, por mês, a cerca de 50 pessoas.

O Centro de Aprendizagem Santa Catarina (CASC), pertencente a paróquia Santa Teresinha, oferece cursos de tricô, crochê, costura, bordados, tear, desenho, pintura, entre outros, com baixo custo a fim de ajudar a profissionalizar a população ou capacitar na busca por renda extra.  A obra conta com 15 monitoras, e neste ano recebeu cerca de 65 alunos.

O Ambulatório da Glória, associação cuidada pela Congregação dos Padres Redentoristas, também dispõe de oficinas, cursos de corte e costura, tricô, laboratório de inclusão digital e crochê e artesanato. São cerca de 2 turmas ao ano, de, em média, 15 alunos em cada.

No entanto, o destaque é a assistência gratuita a cerca de 400 pessoas reconhecidamente carentes e em situação de vulnerabilidade social por mês. Serviços como atendimento médico, odontológico, fisioterapia, psicologia e pilates; além de entrega de berços para mães carentes e cestas básicas.

Esses trabalhos são apenas parte das atividades que toda a Igreja realiza, pois inúmeras paróquias prestam atendimentos sóciocaritativos, como a paróquia São Benedito com auxílio jurídico, na paróquia Santa Rita de Cássia com o apoio a Obra Social Teresa de Calcutá, e nas paróquias do Linhares e do São Mateus com cestas básicas, dentre outros locais.

O padre Anchieta conta que o arcebispo metropolitano insiste sempre na passagem “Comece, assim, vossa luz a brilhar diante dos homens, para que, vendo vossas boas ações, glorifiquem vosso Pai, que está nos céus”. (Mt 5,16). O trecho aponta a importância dessa movimentação da Igreja. Assim segue-se o mandato de Jesus: “O que fizerdes ao menor dos meus irmãos é a mim que estais fazendo” (Mt 25, 40).

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