A Cúria da Arquidiocese de Juiz de Fora: Economato

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O Código de Direito Canônico orienta sobre a composição da Cúria Diocesana e uma das funções obrigatórias que ele pontua é o setor que vamos tratar nesta reportagem e que dá continuidade à nossa série sobre a Mitra Arquidiocesana de Juiz de Fora: o Economato.

O documento aponta como necessária a constituição de um Conselho de Assuntos Econômicos e a nomeação de um ecônomo. Esse cargo é o responsável direto pela gestão dos bens da (arqui)diocese, tem controle sobre as receitas e despesas e presta contas ao Arcebispo e ao Conselho. Em nossa Arquidiocese, o responsável por essa função é o Padre Liomar Rezende de Moraes.

A função é executiva e também de gerência. O ecônomo executa as decisões que foram tomadas pelo Arcebispo e pelo Conselho, mas também tem como ofício coordenar algumas atividades que estão relacionadas à economia. Alguns exemplos são as escolhas de compra, orçamentos, contato com fornecedores, análise e decisão sobre qual é o melhor.

O Economato lida diariamente com os setores que estão localizados ao seu lado, fisicamente, no prédio da Cúria: Tesouraria e Departamento Pessoal, principalmente a Contabilidade. Além disso, questões do Patrimônio, às vezes, o envolvem.

Também é seu dever zelar pela relação com as paróquias, notar se há alguma em situação de dificuldade financeira. O ecônomo tem que estar atento a essas informações por causa da prestação de contas à Receita Federal, da qual a Igreja não está isenta, mesmo que possua imunidade tributária. “Precisamos comprovar todo dinheiro que entra e que sai, para garantir nossa imunidade. Estou dentro do processo, que começa lá na paróquia: cada uma recolhe as informações, envia para a Arquidiocese e isso vai para a Contabilidade”, afirma Padre Liomar.

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